GPA relança bandeira Compre Bem

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Marca voltada aos consumidores de menor poder aquisitivo deve abrir 20 lojas no Estado de São Paulo até março de 2019

De olho no crescimento e na maior procura por supermercados de bairro, o Grupo Pão de Açúcar relançará a bandeira Compre Bem, mirando no públicos das classes B, C e D. A marca foi adquirida pela companhia no ano de 2002, mas deixou de ser usada pela empresa em 2011. O primeiro objetivo é reduzir em até 20% as despesas de 20 lojas da bandeira Extra no Estado de São Paulo, escolhidas para iniciar o projeto.

De acordo com o Presidente do GPA, Peter Estermann, das 187 lojas que compõem a rede Extra, mais da metade tem potencial para se tornarem pontos de venda da Compre Bem. A escolha de São Paulo para receber as primeiras unidades Compre Bem é estratégica e, até outubro, o GPA pretende converter 10 lojas Extra em Compre Bem. Serão cinco na grande São Paulo, quatro no interior do estado e outra no litoral paulista. As outras 10 unidades têm previsão de iniciarem a operação até março de 2019, de acordo com o presidente do grupo.

Modelo diferente para atender demanda

Os novos pontos de venda terão foco na agilidade na execução de tarefas, atendimento mais especializado em determinadas categorias de produtos e mix adequado ao perfil do consumidor local. Ao todo, o sortimento de produtos das lojas contará com sete mil itens. Os micromercados passaram a ganhar mais relevância durante a crise que se abateu no Brasil nos quatro últimos anos e também atendem a demanda por conveniência.

As lojas Compre Bem terão um modelo diferente das outras redes, com ênfase nas categorias com maior procura pelos consumidores, como FLV, açougue e padaria. Alguns serviços serão aperfeiçoados para atender às demandas do consumidor brasileiro de menor poder aquisitivo. O presidente da Assaí Atacadista (também integrante do portfólio do GPA), Belmiro Gomes está à frente da empreitada de conversão. O executivo prevê que a conversão dos primeiros 20 pontos de venda Extra em Compre Bem custe cerca de R$ 130 milhões para o grupo.

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